Turma de Licenciatura Plena em Geografia EAD 2013- Uniube

Turma de Licenciatura Plena em Geografia EAD 2013- Uniube
Geografia Uniube EAD 2013

domingo, 11 de setembro de 2011

PLANETA MARTE


  • Rotação: 24.6 Horas

  • Translação: 687 dias

  • Diâmetro: 6794 km

  • Temp. Máxima: 20 C

  • Temp. Mínima: -140 C

  • Pressão atmosférica: - 92 bar

  • Luas: 2 - Phobos e Deimos

  • Composição da atmosfera: dióxido de Carbono, nitrogênio, oxigênio e monóxido de Carbono



  • Marte é o quarto planeta a contar do Sol e é o último dos quatro planetas interiores (ou telúricos) no sistema solar. Situa-se entre Terra e o Cinturão de Asteróides a 1.5 UA do Sol (UA= Unidade Astronômica e equivale à distância da Terra ao Sol, de 149.5 milhões de quilômetros).
    Marte tem muitas afinidades com a Terra. Assim como nosso planeta, tem um dia com uma duração muito próxima do dia terrestre e o mesmo número de estações durante o ano.
    Marte, também tem calotas polares que contém água e dióxido de carbono gelados, um imenso desfiladeiro, planícies, antigos leitos de rios secos e até mesmo um lago congelado, descoberto há não muito tempo.
    Os primeiros observadores modernos interpretaram as mudanças superficiais do planeta de forma ilusória, que contribuiu para conferir uma idéia quase mítica. Primeiro foram os canais, depois as pirâmides, o rosto humano esculpido e a região de Hellas no sul de Marte que parecia que, sazonalmente, se enchia de vegetação. Tudo isso levou a imaginar a existência de marcianos com uma civilização desenvolvida.
    Hoje sabemos que pode ter havido água abundante em Marte e que formas de vida primitiva podem ter existido.

    Superfície marciana
    A superfície de Marte é composta principalmente por óxidos de ferro, o que confere ao planeta sua característica cor ocre-alaranjado.
    A foto abaixo mostra uma imagem panorâmica feita pelo robô explorador Spirit em 13 de abril de 2005. Observe as marcas deixadas na superfície pelo explorador.

    O ponto mais alto da superfície do planeta, e também de todo o sistema solar, é o Monte olimpo, um gigantesco vulcão com 24 km de altura e com uma cratera de 500 km de diâmetro.
    Afastados dali, outros três vulcões apresentam altitudes de mais de 20 mil metros. Em suas proximidades destaca-se um gigantesco canyon com mais de 5 mil quilômetros de extensão com até 2 mil metros de profundidade. Em alguns pontos sua largura ultrapassa 400 km, como a região do Vale Marianers.
    Um número elevado de crateras de impacto podem ser vistas na superfície de Marte, bem como vales que parecem leitos de rios secos.
    As calotas polares de Marte apresentam variações nítidas e sistemáticas. No inverno, a camada de gelo de um hemisfério torna-se tão extensa que chega a meio caminho entre o polo e a linha do equador.
    Com auxílios de radiômetros a bordo das sondas Mariner, astrônomos concluíram que a temperatura da superfície da calota é de -132 ºC. Como essa é a temperatura de condensação do CO2, conclui-se também que os polos são cobertos por gás carbônico sólido, ou seja neve carbônica.

    Atmosfera marciana
    Marte possui uma atmosfera bem menos espessa que a terrestre e é formada principalmente de de 50% de anidrido carbônico e vapor d'agua. A quantidade presente de oxigênio é de 1 milésimo à existente na Terra.

    Existe em Marte uma interação entre os elementos da atmosfera e da superfície. Apesar da pouca pressão atmosférica (equivalente à 30 km de altura na Terra), os ventos podem ultrapassar 270 km/h e cobrir toda a superfície com poeira.
    Redemoinhos, como o da imagem ao lado, fotografado pelo robô Spirit, são comuns na superfície (clique para animar).
    As estações do ano são semelhantes à nossa, e levando em consideração que o ano marciano tem aproximadamente o dobro de dias que o ano terrestre, cada estação dura aproximadamente seis meses terrestres.
    O clima equatorial marciano se assemelha ao de uma montanha alta em dia claro e seco, onde durante o dia o calor quase não é amenizado pelas nuvens e neblina. Durante a noite, a irradiação do calor absorvido durante o dia é muito rápida, fazendo muito frio. A amplitude térmica entre o dia e a noite são muito altas.
    No Verão em Marte, a temperatura média atinge -36 ºC antes do nascer do dia. Pela tarde, atinge os -31 ºC, por vezes a média pode chegar aos -4,5 ºC e são raras as temperaturas superiores a zero graus, mas que podem alcançar os 20 ºC ou mais no equador.
    No entanto, a temperatura mínima pode baixar até aos -80ºC.
    No Inverno, as temperaturas caem até aos -130 ºC nos pólos e chega mesmo a nevar. Mas trata-se de neve carbônica, já que o carbono é o principal constituinte da atmosfera.
    A temperatura mais baixa registada em Marte foi de -187 ºC e a mais alta, em pleno verão e quando o planeta se encontrava mais próximo do Sol, foi de 27ºC.

    Satélites de Marte
    Marte possui dois satélites: Fobos e Deimos. O mais próximo do planeta é Fobos. Seu diâmetro equatorial é muito maior que o diâmetro polar, o que lhe confere uma aparência fortemente achatada. O período de translação ao redor de Marte é de 7h40m e é o único satélite do sistema solar cujo período de translação é menor que o de rotação. Isse é devido à grande proximidade do centro do planeta, de 9.400 km.
    Deimos é mais afastado, situando-se a cerca de 23.500 km do centro de Marte e tem período de translação de 30h17m. Deimos também é menor que Fobos e tem aproximadamente metade de seu tamanho.
    tanto Deimos como Fobos possuem forma irregular, se assemelhando à uma batata com aproximadamente 15 quilômetros.

    Observando Marte
    Marte é facilmente visível a olho nú e as condições de observação mais favoráveis são quando distância entra a Terra e Marte é a menor possível. Isso ocorre dá quando a Terra está no afélio (maior diatância até o Sol) e Marte no periélio (menor diatância até o Sol) e ambos na mesma direção e sentido em relação ao Sol.
    Esse fenômeno ocorre a cada 17 anos dezessete anos, quando a distância entre eles é de cerca de 60 milhões de Km.
    Com um pequeno telescópio é possível ver Marte e suas duas luas e observar até mesmo uma pequena fase do planeta. Ou seja, em algumas ocosiões é possível notar uma região não iluminada do planeta. Como marte está numa óbita mais externa que a da Terra, nunca há fase nova ou de quadratura, e a fase visível nunca se completa.

    Exploração Espacial
    Os russos foram os primeiros a enviar uma sonda à Marte, mas não obtiveram sucesso. Logo em seguida os americanos fizeram a segunda tentativa e em 1965 enviaram a Marte a sonda Mariner 4, que foi a primeira a tirar uma fotografia de baixa qualidade do planeta.
    Os russos só obtiveram sucesso em 1974.
    Em 20 de julho de 1976 a sonda norte-americana Viking I pousa na superfície marciana próximo à Chryse Planitia, uma planície circular na região norte equatorial de Marte próximo à Tharsis, e tira a primeira fotografia da superfície.
    Alguns meses mais tarde, em 3 de setembro, a sonda gêmea Viking II pousa na superfície do planeta, próximo à Utopia Planitia.
    Durante anos estas duas sondas operaram continuamente até o esgotamento total das baterias.
    Em 4 de julho de 1997 a sonda norte-americana Mars pathfinder pousa em Chryse Planitia, na região de Ares Vallis, com um pequeno robô a bordo. Esse pequeno robô explorou e investigou diversas rochas e enviou à Terra mais de 16500 imagens, além de executar aproximadamente 8.5 milhões de medições de pressão barométrica, temperatura e velocidade do vento.
    No mesmo ano, em 11 de setembro, pousa no planeta a Mars Global Surveyor, com a missão de fotografar, em alta resolução, a superfície do marciana.
    No final de 2003, Agência Espacial Européia faz chegar à orbita marciana a sonda Mars Express que lança em direção à superfície outro robô, que apresentou problemas e nunca chegou à enviar sinais. No entanto foi a sonda Mars Express que fez uma das maiores descobertas, quando detectou os primeiros sinais de água na forma de um lago congelado.
    Outras missões também foram bem sucedidas, entre elas as explorações dos robôs Spirit e de seu irmão gêmeo Oppontunity, em atividade no planeta desde Janeiro de 2004 e da sonda Phoenix, que desceu no planeta em maio de 2008 e explorou a geologia marciana por mais de 6 meses.
    Fotos: No topo, impressionante foto do planeta Marte feita pelo telescópio espacial Hubble. A cena mostra com clareza a vastidão de Vale Marineris, com mais de 3 mil quilômetros de comprimento e 8 quilômetros de profundidade. Na sequência, visão panorâmica do planeta, captada pelo robô Spirit. Acima, redemoinho de vento é flagrado pela sonda Phoenix. Clique para ampliar. Créditos: NASA/JPL.

    
    
    
    

    PLANETA VÊNUS


  • Rotação: -243 dias

  • Translação: 224 dias e 17 horas

  • Diâmetro: 12012 km

  • Temp. Máxima: 482 C

  • Pressão atmosférica: - 92 bar

  • Luas: 0

  • Composição da atmosfera: Helio, Sódio e Oxigênio, dióxido de Carbono, enxofre, vapor d'água



  • Vênus, também conhecido por Estrela d'Alva ou Estrela do pastor, é o segundo planeta a contar do Sol e tem algumas características peculiares.
    Vênus tem uma atmosfera 92 vezes mais densa que a Terra, o que equivale mergulhar mais de 900 metros de profundidade no mar. Além disso, sua atmosfera é composta principalmente de gás carbônico, o que provoca um forte efeito estufa que eleva a temperatura da superfície para 460ºC, tornando Vênus o planeta mais quente do sistema solar, mesmo estando mais afastado que Mercúrio.

    A duração do dia venusiano é maior que o seu ano. Para dar uma volta ao redor do Sol, Vênus leva 224 dias e 17 horas terrestres, enquanto que para dar uma volta ao redor do seu próprio eixo demora 243 dias.
    De todos os planetas do sistema solar, Vênus é o único que apresenta movimento retrógrado, isto é, gira em sentido oposto. Em Vênus o Sol nasce no oeste e se pôe no leste.

    Atmosfera Venusiana
    De fato, a atmosfera do planeta é o ítem de maior destaque. Fazem parte de sua composição, além do gás carbônico, nitrogênio, vapor d'agua, oxigênio, enxofre e ácido sulfúrico.
    A rica mistura de gases, aliado à temperatura de 460ºC e à esmagadora pressão atmosférica, faz o estudo através da observação direta do planeta ficar muito prejudicado devido ao efeito estufa, que torna sua atmosfera opaca.
    A camada de nuvens oscila entre 40 e 60 quilômetros acima da superfície e as formações atmosféricas são divididas em duas camadas principais. A camada entre 0 e 30 km de altura recebe o nome de troposfera e entre 30 e 100 km de altura recebe o nome de termosfera. Tanto a região superficial como a alta termosfera são dominadas por intensa neblina.
    Em todas as camadas existem movimentos atmosféricos variados o qual se destaca o movimento conhecido por super-rotação, onde as massa de gases deslocam-se em sentido oeste e completam uma volta ao redor do globo venusiano em aproximadamente 96 horas.

    Superfície de Vênus Devido à dificuldade de estudos através de observação direta, Vênus é estudado através de pulsos de radar, que são enviados à superfície e retornam em forma de ecos contendo variações da rugosidade da superfície.
    Algumas sondas já pousaram em Vênus, entre elas as Venera russas e as norte-americanas Pionner, mas devido às extremas condições, seu tempo de vida não ultrapassou mais de uma hora. Somente em 1975 a sonda Venera IX fez a primeira imagem da superfície do planeta enquanto outras fizeram análises geológicas mais profundas. Essas análises indicaram composições semelhantes aos tipos de basaltos também encontrados na Terra.
    Estudos feitos através do uso de grandes radiotelescópios mostram que Vênus possui depressões e algumas regiões montanhosas, com crateras e vales.
    A sonda Magalhães, que mapeou o planeta entre 1990 e 1994 revelou que a superfície de Vênus é jovem, erodida nos últimos 300 e 500 milhões de anos.
    A Magalhães também detectou enormes caldeiras de vulcões de até 100 km de diâmetro. De acordo com os dados, a superfície de Vênus é coberta em sua maior parte por material vulcânico, apresentando grandes canais formados por lava

    Observando Vênus
    Depois da Lua, Vênus é o objeto mais luminoso no céu terrestre. Devido ao seu afastamento angular máximo ser de 48 graus, é facilmente visível a olho nú, quatro horas antes do Sol nascer ou quatro horas depois do pôr-do-Sol.
    Quando seu afastamento é máximo, é possível de vê-lo mesmo de dia.
    Fotos: No topo, Vênus registrado pela sonda Galileu, em 10 de fevereiro de 1990. Acima, imagem de radar mostra a superfície do planeta, centrado a 180 graus de longitude. A cena foi feita pela sonda Magalhães em 29 de outubro de 1991. Créditos: Nasa/JPL/Wikimedia Commons.

    
    
    

    PLANETA MERCURIO


  • Rotação: 58 dias

  • Translação: 87 dias

  • Diâmetro: 4878 km

  • Temp. Máxima: 427 C

  • Temp. Mínima: -173 C

  • Luas: 0

  • Composição da atmosfera: Helio, Sódio e Oxigênio



  • Se um explorador andasse pela superfície de Mercúrio, veria um mundo semelhante ao solo lunar, repleto de montes ondulados e cobertos de poeira erodidos pelo constante bombardeamento de meteoritos.
    Existem escarpas com vários quilômetros de altura e centenas de quilômetros do comprimento. A superfície está ponteada de crateras.
    O explorador veria o Sol duas vezes e meia maior do que na Terra; no entanto, o céu é sempre negro porque Mercúrio praticamente não tem atmosfera e a que tem não é suficiente para causar a dispersão da luz.
    Se o explorador olhasse fixamente para o espaço, veria duas estrelas brilhantes. Veria uma com tonalidade creme, Vênus, e a outra azulada, a Terra.
    Antes da Mariner 10, pouco era conhecido sobre Mercúrio devido à dificuldade de o observar com os telescópios.
    Na máxima distância, visto da Terra, está apenas a 28 graus do Sol. Por isso Mercúrio só pode ser visto durante o dia ou imediatamente antes do nascer-do-Sol ou imediatamente depois do pôr-do-Sol.
    Quando observado ao amanhecer ou ao anoitecer, Mercúrio está tão baixo no horizonte, que a luz tem que passar através do equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre que passaria se estivesse diretamente por cima de nós.

    Distâncias e Temperatura
    Mercúrio é o mais planeta mais próximo do sistema solar. Durante o afélio, a distância máxima ao Sol é de 77 milhões de quilômetros e durante o periélio é de 46 milhões.
    Devido à grande excentricidade de sua órbita, a temperatura eleva-se brutalmente quando está no periélio e de dia chega a atingir 430ºC. Durante a noite, do lado oposto, a temperatura cai para aproximadamente -180ºC, o que torna Mercúrio o planeta com a maior amplitude térmica do sistema solar.

    Imagens captadas por sondas mostram que Mercúrio é muito similar à Lua, devido à grande quantidade de crateras, no entanto sua composição química é muito parecida com a da Terra.
    Em Mercúrio não existe atmosfera, mas astrônomos já detectaram a presença de um tênue envólucro de hélio, que acredita-se tenha sido originado da transmutação de elementos radioativos como o Tório e Urânio, presentes nas rochas, podendo também ter sido levado pelo vento solar.
    Dados colhidos pela Mariner 10 em 1974 detectaram a existência de campo magnético, o que evidencia que o interior do planeta tenha núcleo metálico. Essa idéia é reforçada pela elevada densidade de Mercúrio, da ordem de 5,44 g/cm3.
    Na superfície esta densidade é de 2,4 g/cm3 o que supõe que seu núcleo tenha uma densidade de aproximadamente 6,5 g/cm3.
    Esses valores fazem supor que seu núcleo corresponda a 70% da massa total, além de mostrar que Mercúrio tem uma gravidade muito parecida com a de Marte, mesmo sendo menor que ele.
    Com a gravidade quase o dobro da lunar e a sua grande proximidade do Sol, os impactos dos meteoritos são muito intensos, o que provoca deformações diferentes na superfície.
    Além disso, a gravidade mais intensa também faz com que a matéria arremessada percorra uma distância até vinte vezes menor que na Lua, modelando de forma diferente as crateras do planeta.
    Foto: No topo, Mercurio visto pela sonda norte-americana Mariner 10 no dia 29 de março de 1974. Acima, imagens registradas pela sonda Messenger em 6 de outubro de 2008 mostram o planeta em 11 comprimentos de onda diferentes, fundidos em duas imagens falsamente colorizadas. Crédito: NASA/Johns Hopkins University/APL/JPL.

    
    
    

    A ESTRUTURA EXTERNA DO SOL

    FOTOSFERAAparentemente, à vista desarmada ou com instrumentos de baixa precisão, a superfície solar é bastante uniforme. Na realidade ela é formada por pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, de forma irregular e separadas por zonas mais escuras.


    Verificou-se posteriormente que essas estruturas são topos de colunas ascendentes de gás aquecido que ao se resfriarem descem pelas zonas escuras vizinhas decorentes dos processos de convecção, que mistura o gás nas camadas inferiores a fotosfera.
    Estima-se que a diferença de temperatura entre os grânulos e as zonas escuras é de cerca de 1000 K.
    Como o campo magnético é muito intenso em certas regiões (pelos efeitos explicados anteriormente) as linhas ficam quase perpendiculares à superficie e a matéria tende a se mover ao longo das linhas, nesse caso, a matéria fica "confinada'' a elas. Com isso há um bloqueio no movimento convectivo e o plasma desloca-se verticalmente, acompanhando as linhas e não horizontalmente para descer pelas zonas escuras. Então reduz-se a propagação do calor em certas áreas, que se tornam mais frias que as áreas circunvizinhas, emitindo pouca radiação. Isto é que caracteriza as manchas solares na fotosfera.

    Constatou-se que o número de manchas solares (foto à direita) sofre variações periódicas e essas variações estão ligadas ao "Sol calmo" e ao "Sol ativo".
    Partindo do "Sol calmo", estágio de mínima atividade, observa-se que durante 4,6 anos há um aumento rápido das manchas atingindo um valor máximo. Após esse máximo transcorrem cerca de 6,4 anos onde se constata uma diminuição gradual nas manchas, atingindo novamente uma atividade mínima.
    No total entre um estágio de 4,6 anos de "Sol ativo" e o outro estágio de 6,4 anos de "Sol calmo" decorrem cerca de onze anos.
    Embora cada onze anos de atividade seja igual ao outro no seu aspecto visual, deve-se considerar que a polaridade magnética do Sol se inverte, ou seja, as manchas que ocorreram no hemisfério norte durante o "Sol ativo", irão ocorrer no hemisfério sul no estágio correspondente ("Sol ativo")e vice-versa.
    Com isso nós temos um período completo vinte e dois anos de atividades solares, quando então o ciclo recomeça.

    CROMOSFERA
    É uma região externa à fotosfera. A temperatura na cromosfera se reduz a partir da fotosfera até atingir 500 km de altitude com 4000 K e, então há novamente um aumento até atingir 9000 K a altitude de 2000 km quando se inicia a coroa. A observação da cromosfera, por muito tempo só foi possível quando ocorriam eclipses totais que encobriam a luz fotosférica. Só há poucas décadas desenvolveu-se um instrumento , o coronógrafo, que simula o eclipse solar total, e nada mais é do que um telescópio preparado com filtros e obstáculos especiais que permitem somente a passagem da luz da cromosfera e coroa.
    Ocorrem ainda as protuberâncias solares que se elevam da cromosfera para a coroa. Estas são visíveis sem instrumentos durante os eclipses solares totais, ou com o auxílio do coronógrafo. Essas protuberâncias podem ser eruptivas, de rápida duração, ou protuberâncias quiescentes que podem durar várias rotações solares. As protuberâncias possuem uma densidade muito superior à coroa circundante e temperatura de 10.000 a 20.000 K. Esses fenômenos são devido à assossiação de campos magnéticos que variam de 20 a 200 Gauss.
    Quando as explosões que dão origem às protuberâncias ocorrem, e isso aparece principalmente nas proximidades das manchas solares na fotosfera, é que se percebe a influência do Sol sobre a atmosfera terrestre. Tal atividade pode interromper as comunicações a longa distâncias. Ocorre que partículas com muita energia são lançadas ao espaço e atingem a Terra provocando uma ionização da atmosfera terrestre. Em consequência, a ionosfera (camada atmosférica terrestre) deixa de refletir as ondas de rádio emitidas pelo Sol para o espaço e as ondas de rádio das emissoras de volta para a Terra, podendo interromper as comunicações a longa distância. Grande parte da radiação emitida pelo Sol atenua-se na nossa atmosfera, a qual atua como filtro bloqueando as radiações mais prejudiciais a formas de vida na superfície terrestre.

    COROA
    É a camada mais impressionante do Sol e a mais extensa delas (abrange praticamente todo o Sistema Solar). A densidade da matéria nessa camada é cerca de 10 milhões de vezes menor que na fotosfera e diminui conforme se afasta do Sol. Em condições normais também não pode ser vista, pois a sua emissão de luz é um milhão de vezes menor que a luz da fotosfera. Pode ser visualizada em eclipses solares totais e com o coronógrafo. A Coroa pode ser distinguida em três regiões: Coroa interna com expessura 1,3 raios solares a partir da cromosfera; Coroa intermediária que vai de 1,3 a 2,5 raios solares e a Coroa externa de 2,5 a 24 raios solares. Ao longo da translação terrestre, a Terra caminha imersa na coroa solar, e a radiação presente nela (advinda do Sol) bombardeia continuamente nosso planeta.



    
    

    O SOL

  • Massa: 332.83 vezes a da Terra 

  • Diâmetro: 1390000 km 

  • Temperatura: 6000 C 

  • Composição Química: Hidrogênio, Hélio, Nitrogênio, Carbono, neon, Ferro, Silício, Magnésio e enxofre.


  • O Sol é a estrela mais próxima de nós e ao seu redor giram 8 planetas, centenas de asteroides, dezenas de satélites, um grande número de cometas e cinco planetas-anões.
    O Sol é uma estrela devido à grande quantidade de massa que tem, de aproximadamente 334.672 vezes a massa da Terra e é constituído principalmente de hidrogênio e hélio.
    Onde fica o Sol
    O Sol ocupa uma posição na periferia da Via-láctea, a 27 mil anos luz do seu centro. Isso corresponde a 2/3 do raio total da Galácia.
    A posição atual do Sol é conhecida como Braço de Orion, como mostra a imagem ao lado.
    Da mesma forma como a Terra gira ao redor do Sol, este também orbita ao redor do centro da Galáxia. O ano solar é de aproximadamente 200 milhões de anos terrestres e sua velocidade orbital é de 250 km/s. Sendo a idade do Sol de aproximadamente 4.6 bilhões de anos, é correto afirmar que até agora o Sol já realizou cerca de 22 revoluções completas ao redor da Via-láctea.
    A magnitude de uma estrela é medida supondo que estivesse a uma distância de 32.6 anos-luz. Se o Sol fosse colocado a esta distância, seu brilho seria semelhante ao de uma estrela de magnitude igual a cinco. Assim, o Sol é uma estrela de quinta magnitude.

    A formação do Sol
    Os estudos mais recentes ainda não explicam exatamente como o Sol se formou, mas uma das teorias mais aceitas diz que antes de existir o Sol e os planetas, o que existia no lugar do sistema solar era uma gigantesca nuvem de gases e poeira, bem maior que o sistema solar.
    Os gases dessa nuvem seriam os que conhecemos: oxigênio, nitrogênio e principalmente hidrogênio e hélio. A poeira seria formada por todos os outros elementos químicos: ferro, alumínio, urânio, etc.

    Por algum motivo ainda não explicado, essa nuvem encontrou condições adequadas para se aglomerar e se juntar em pequenos blocos, e que começaram a se juntar em blocos cada vez maiores.
    Acredita-se que o bloco que se formou primeiro no centro da nuvem ficou tão grande e pesado que sua força gravitacional tornou-se forte o suficiente para reter os gases com muita facilidade.
    Continuando a atrair os gases devido à forçao gravitacional, esse bloco aumentou tanto de tamanho e massa que acabou se transformado no Sol. Os blocos menores que se formaram ao redor do bloco central deram então origem aos planetas.
    Algumas pessoas pensam que os planetas são pequenas bolhas expelidas pelo Sol, pois os cientistas do século 19 e início do século 20 pensavam assim. Atualmente sabe-se que isso não é verdade e a teoria apresentada, de gás e poeira, é a mais aceita entre a comunidade científica.

    O Sol
    Pela Lei da Gravitação Universal de Isaac Newton (1642-1727) é possível calcular a massa solar que é estimada em 334.672 vezes a massa da Terra, o que equivale a 1.91030 kg, com um raio de 700 mil km.
    A densidade média é 1.4 g/cm3, já que a matéria não é homogênea em seu interior. No centro solar a densidade é muito maior, enquanto que nas camadas externas é muito inferior.
    O seu eixo de rotação tem uma inclinação em relação ao plano da eclíptica de 7° 15''.
    Apesar da massa estelar ser centenas de milhares de vezes maior que a da Terra, a gravidade na superfície solar é somente 28 vezes maior que a gravidade terrestre.
    A superfície não é sólida mas sim em estado de plasma e gás e apresenta temperatura da ordem de 5770 graus Kelvin.
    O fato de o Sol ser basicamente um corpo constituído por um fluído (plasma e gás), provoca o fenômeno conhecido como rotação diferenciada .
    A velocidade dessa rotação varia nas diferentes latitudes com um valor máximo no equador (2 km/s) correspondendo a 25.03 dias e uma mínima nos pólos com um período de 30 dias.
    Essas informações só foram possíveis graças à observação das manchas solares, vistas mais adiante.
    O Sol representa 99.867% de toda a massa do Sistema Solar. O restante está dividida entre os planetas, asteróides, satélites e cometas. 
    Como o Sol funciona
    Quando só as reações químicas eram conhecidas para a produção de fogo e calor, acreditava-se que o Sol funcionava de maneira similar, até que os cientistas calcularam sua massa e quantidade de energia necessária para mante-lo aquecido. Constatou-se que se assim fosse, o Sol não duraria mais de 100 anos.
    Como o Sol é muito mais velho que 1 século, o mecanismo de geração de calor deveria ser outro, descoberto na primeira metade do século XX, a partir do estudo da energia atômica.
    Sabemos que quando um gás é comprimido, este tende a se aquecer. Para comprovar isso, experimente encher um pneu de bicicleta usando uma pequena bomba manual. Tanto o bico do pneu como a extremidade próxima da bomba se aquecem.
    Isso ocore por que o gás que está dentro da bomba é comprimido pela força que você faz para encher o pneu. Quando o pneu está quase cheio e você faz mais força, o gas fica ainda mais quente.
    Sabemos também que a pressão aumenta com a profundidade. Se mergulharmos 2 ou 3 metros dentro de uma piscina percebemos claramente o aumento da pressão em nossos ouvidos.
    No Sol, a pressão é milhões de vezes maior que a pressão na Terra. Para se ter uma idéia, no Sol pode-se afundar até 50 vezes o diâmetro da Terra sem que cheguemos ao seu centro.
    O hidrogênio, combustível principal do Sol, aos ser submetido à essa gigantesca pressão, chega a atingir temperaturas de até 15 milhões de graus. Nestas condições o núcleo do hidrogênio se funde e se transforma em hélio, liberando uma enorme quantidade de energia. Esse processo se chama fusão nuclear e produz milhões de vezes mais energia que as reações nucleares produzidas na Terra.
    Aqui na terra recebemos somente uma pequena fração de toda a energia que o Sol produz.
    Foi somente no século XX que os cientistas atingiram conhecimentos teóricos suficientes para elaborar uma teoria a respeito de toda a energia que o Sol irradia.

    A estrutura externa do Sol
    O Sol é formado por três pricipais camadas: A fotosfera, a crosfera e a coroa solar.
    Aparentemente a olho nu ou com instrumentos de baixa precisão a superfície do Sol é bastante uniforme, mas na realidade ela é formada por pequenas estruturas hexagonais, os grânulos, de forma irregular e separadas por zonas mais escuras.


    O sistema Solar

    O Sistema Solar tem como elemento central uma estrela anã, com cerca de 4.6 bilhões de anos de idade chamada Sol, ao redor da qual orbitam os oito planetas conhecidos, satélites, meteoróides, asteróides e cometas, todos distribuídos numa grande região de quase vinte bilhões de quilometros.


    Da nuvem estelar que deu origem a nossa estrela e demais corpos há mais de cinco bilhões de anos, 99,9% de sua massa formou o Sol e o restante 0,1% formou os demais corpos do Sistema Solar.
    O estudo aprofundado do Sistema Solar nos permitiu conhecer muito melhor o nosso Sol e a exploração planetária trouxe uma nova visão desse conjunto.
    Nosso planeta Terra ocupa uma situação muito especial por ter permitido a manutenção de formas de vida por períodos muito longos, situação essa que nós não encontramos nos demais planetas. Entender o funcionamento do Sistema Solar significa valorizar a Terra e como nós devemos nos comportar de modo a permitir existência profícua dela.

    PLANETAS
    Os planetas do Sistema Solar são divididos habitualmente em dois grupos: Os quatro primeiros a partir do Sol são os planetas terrestres, também chamados de telúricos ou interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), formados principalmente por rochas e silicatos. Os quatro seguintes são os planetas jovianos ou exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), formado por gases.
    Os planetas terrestres recebem esta denominação pois são planetas sólidos e que possuem superfície rígida. De Júpiter a Netuno, os planetas são gasosos e não têm superfície sólida que se possa pisar sem afundar.

    CARACTERÍSTICAS
    Os planetas do grupo terrestres apresentam massa pequena, densidade elevada, distância do Sol pequena, poucos ou nenhum satélite e são compostos de elementos pesados.
    Os planetas jovianos apresentam massa elevada, baixa densidade, grandes distâncias do Sol, diversos satélites e são compostos de elementos leves, principalmente hidrogênio e hélio

    CINTURÕES
    Entre as órbitas de Marte e Júpiter encontra-se o Cinturão de Asteroides e além da órbita de Netuno o Cinturão de Kuiper, que agrupa uma série de gélidos asteróides.

    PLANETAS-ANÕES
    Além dos oito planetas que giram em torno do Sol, outra classe de objetos também está presente. Trata-se dos planetas-anões, que apesar de orbitarem o Sol e apresentarem aparência esférica, não possuem órbita livre e orbitam o Sol juntamente com outros corpos celestes.
    Atualmente (2009), são conhecidos cinco planetas-anões: Ceres, Plutão, Haumea, Makemake e Éris.
    Ceres orbita a região do Sistema Solar chamada Cinturão de Asteroides, localizada entre as órbitas de Marte e Júpiter e até o século 19 também era considerado planeta.
    Plutão, Makemake e Haumea se localizam no Cinturão de Kuiper, uma região muito além da órbita de Netuno e repleta de objetos gelados.
    Eris, o maior de todos os planetas-anões, se encontra na região do Disco Disperso, cuja porção interior penetra o cinturão de Kuiper, mas seu limite exterior prolonga-se muito além do Sol.

    PLUTÃO
    Até Agosto de 2006 o Sistema Solar contava com nove planetas, mas uma mudança feita pela União Astronómica Internacional alterou a definição oficial do termo planeta e Plutão foi rebaixado à categoria dos planetas-anões ou planetóides.
    Com o objetivo de estudar esse astro e suas luas Caronte, Hidra e Nyx, em janeiro de 2006 os EUA lançaram a nave New Horizons , que deverá atingir o astro em julho de 2015.

    MAIS CORPOS CELESTES
    Muito além da órbita de Plutão e do Cinturão de Kuiper encontra-se a Nuvem de Oort, um hipotético repositório de cometas do nosso Sistema Solar.
    Nosso Sistema Solar também apresenta um fenômeno atmosférico bastante frequente: as estrelas cadentes ou chuvas de meteoros. Quando ainda estão no espaço são chamadas de meteoróides, mas ao entrar em nossa atmosfera passam a se chamados de "meteoros". Se algum desses fragmentos chega até a superfície recebem o nome de meteoritos.
    Esse conjunto de cometas, asteróides e meteoróides são classificados como Corpos Menores do Sistema Solar.
    

    Conceitos Importantes

    C
    CALOR - Forma de energia transferida entre dois sistemas em virtude de uma diferença de temperatura.
    CAMADA DE OZONO
    - Camada atmosférica que contém uma proporção alta de oxigénio que existe como ozono. Na condição de ozono, este age como um filtro, protegendo o planeta da radiação ultravioleta. Situa-se entre a troposfera e a estratosfera, a aproximadamente 15 a 20 quilómetros da superfície da Terra
    CHUVA - Quantidade de precipitações de qualquer tipo, principalmente de água em estado líquido.
    A precipitação que cai num dado local e num dado período de tempo atinge a superfície quer sob a forma líquida (chuva ou chuvisco) ou sólida (neve, granizo, saraiva, etc.).
    A quantidade de precipitação é determinada a partir da água que se acumula sobre uma superfície plana, onde não haja perdas por infiltração, evaporação ou escorrimento. A precipitação caída sob a forma sólida é tratada como se estivesse fundida.
    Os aparelhos que servem para medir e registar a quantidade do precipitação são, respectivamente, os udómetros e os udógrafos.
    CHUVISCO - Precipitação bastante uniforme, composta exclusivamente de gotas de água muito pequenas (diâmetro menor que 0,5 mm), muito próximas umas das outras que dão a sensação de quase flutuarem no ar.

    CLIMA - O registro histórico e a descrição da média diária e sazonal de eventos climáticos que ajudam a descrever uma região. As estatísticas são extraídas de várias décadas de observação. A palavra é derivada do grego, clima, significando inclinação e reflectindo a importância que os estudos da antiguidade atribuíram à influência do Sol.

    CLIMATOLOGIA - É o estudo do clima. Inclui dados climáticos, a análise das causas das diferenças no clima e a aplicação de dados climáticos na solução de objectivos específicos ou problemas operacionais.
    D

    DEPRESSÃO / ZONA DE BAIXA PRESSÃO - Região da atmosfera onde a pressão a um nível é baixa em relação ao seu contorno no mesmo nível.

    DEPRESSÃO TROPICAL - Ciclone tropical, no qual os ventos de sustentação da superfície são de, no máximo 60 km/h, ou menos. Tendo, características de um ou mais isóbaros fechados, pode lentamente formar-se a partir de uma perturbação tropical, ou de uma ondulação que se dirige para o leste de forma organizada.
    E

    EFEITO ESTUFA - Aquecimento global da parte mais baixa da atmosfera, devido principalmente à presença excessiva de CO2, CH4, SO2 e CFC's na atmosfera, que permitem que os raios do Sol aqueçam a Terra, mas impedem que parte desse aquecimento retorne para o espaço, provocando assim, um aumento global da temperatura da terra.

    ESCALA DE TEMPERATURA CELSIUS - Escala de temperatura na qual o nível da água do mar tem um ponto de congelamento em 0ºC e um ponto de ebulição em 100ºC. Mais comum usada em áreas que utilizam o sistema métrico de medida. Foi criada por Anders Celsius em 1742. O mesmo que centígrado. Em 1948, a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas substituiu a expressão "grau centígrado" por "grau Celsius".

    ESCALA FAHRENHEIT DE TEMPERATURA - Escala de temperatura em que a água, no nível do mar, tem um ponto de congelamento de 32 ºF (Fahrenheit) e um ponto de ebulição de 212 ºF. Mais comum usada em áreas que seguem o sistema inglês de medidas. Criada em 1714 por Gabriel Daniel Fahrenheit (1696-1736), um físico alemão que também inventou o álcool e os termómetros de mercúrio.

    ESCALA KELVIN DE TEMPERATURA - Escala de temperatura cujo ponto de congelamento é em 273 ºK (Kelvin) e o ponto de ebulição em 373 ºK. É usada principalmente para propósitos científicos. Também conhecida como Escala de Temperatura Absoluta. Apresentada em 1848 por William T. Kelvin, Barão de Largs (1824-1907), físico e matemático escocês nascido na Irlanda.

    EVAPORAÇÃO - A evaporação é o processo físico pelo qual uma substância líquida (ou sólida) passa lentamente ao estado de vapor, isto a uma temperatura ambiente.
    A evaporação implica o consumo de energia. Na atmosfera, em que a água evaporada é proveniente de superfícies livres líquidas ou sólidas (mares, lagos, cursos de água, etc.), a fonte de energia consumida na evaporação natural da água é a radiação solar. Esta evaporação para a atmosfera e condicionada pela temperatura do ar e da superfície evaporante, pela extensão desta e pela humidade do ar.
    A evaporação é medida em mm, e um mm de água evaporada corresponde a um litro de água que se evaporou de uma superfície de um metro quadrado de área, durante um certo intervalo de tempo, normalmente um dia. Para efectuar essa medição usam-se os evaporímetros que podem ser de diferentes tipos.
    EVAPOTRANSPIRAÇÃO - O total de água transferida da superfície da Terra para a atmosfera, ou seja, é a soma da água evaporada e da água resultante da transpiração das plantas.
    G

    GEADA - Depósito de gelo cristalino, em forma de agulhas, prismas, escamas, etc., resultante da sublimação do vapor de água do ar adjacente, sobre a superfície do solo, das plantas e dos objectos expostos ao ar.

    GELO - Forma sólida de água. Pode ser encontrado na atmosfera em forma de cristais de gelo, bolas de gelo e granizo.

    GRANIZO - Precipitação que se origina de nuvens conectivas, como cumulunimbus, e que cai em forma de bolas ou pedaços irregulares de gelo, quando os pedaços têm formatos e tamanhos diferentes. Pedaços com um diâmetro de cinco mm ou mais, são considerados granizo; pedaços menores de gelo são classificados como bolas de gelo, bolas de neve, ou granizo mole. Bolas isoladas são chamadas de pedras.

    GRAU - Medida de diferença de temperatura que representa uma única divisão numa escala de temperatura.
    H
    HUMIDADE DO AR - É a quantidade de vapor de água contida na atmosfera. Ao subirem para a atmosfera, as gotículas de água concentram-se, formando nuvens, que ao arrefecerem provocam precipitação em forma de chuva, por isso, a chuva é um tipo de precipitação de água chamado de precipitação pluvial, o instrumento que mede a humidade do ar é o higrotermómetro e o que registra é o higrotermógrafo.
    HUMIDADE RELATIVA - A humidade relativa é a relação entre a quantidade de vapor de água existente na atmosfera, a uma determinada temperatura e aquela para a qual o ar ficaria saturado a essa mesma temperatura. Exprime-se em percentagem. No caso do ar estar saturado será 100%, se o ar estiver absolutamente seco será 0%. A humidade relativa traduz o estado higrométrico do ar e avalia-se por meio de aparelhos denominados higrómetros.
    HUMIDADE ABSOLUTA - Chama-se humidade absoluta ao peso em gramas do vapor de água contido num m3 de ar. A quantidade máxima de vapor de água que uma massa de ar pode conter depende da temperatura a que se encontra. Excedido esse limite, chamado estado de saturação, realiza-se a condensação da quantidade de vapor de água que está em excesso. À temperatura correspondente ao estado de saturação do ar denomina-se ponto de orvalho.
    L

    LATITUDE - Localização, em relação à linha do equador, de um dado ponto na superfície da Terra. É medida em graus, e a linha do equador está a zero grau. Sua representação é feita através de linhas paralelas que rodeiam o planeta horizontalmente e o dividem em Norte e Sul. Os pólos Norte e Sul estão a 90 graus em relação à linha do equador.

    LONGITUDE - Localização, em relação ao Meridiano Principal, de um dado ponto na superfície da Terra. Tal como a latitude, é medida em graus – e o Meridiano Principal, em Greenwich, corresponde a zero grau de longitude. Sua representação é feita em linhas verticais que cruzam a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. A distância entre as linhas de longitude é maior no equador e menor latitudes mais altas. As Zonas de tempo são relacionadas à longitude. Veja Tempo Médio de Greenwich.
    M

    METEOROLOGIA / METEOROLOGISTAS - Ciência que estuda a atmosfera e os fenómenos atmosféricos. Algumas áreas da meteorologia abrangem estudos sobre agricultura aplicada, astro-meteorologia, aviação, dinâmica, hidro-meteorologia operacional e sinóptica, entre outros. Cientistas que estudam a atmosfera e os fenómenos atmosféricos.
    N

    NEBLINA - Suspensão de partículas de poeira fina e/ou fumaça no ar. Invisíveis a olho nu, as partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco.

    NEVE - Precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, em geral em forma hexagonal e complexamente ramificados, formados directamente pelo congelamento do vapor de água que se encontra suspenso na atmosfera. É produzida frequentemente por nuvens do tipo estrato, mas também se pode originar das nuvens do tipo cúmulo. Normalmente os cristais são agrupados em flocos de neve.

    NEVE GRANULAR - Precipitação de grãos de gelo ligeiramente achatados ou alongados, com diâmetro geralmente inferior a 1 mm. Não saltam nem se despedaçam quando caem em superfícies duras.

    NÉVOA - Conjunto de microscópicas gotículas de água suspensas na atmosfera. Não reduz a visibilidade como o nevoeiro e frequentemente é confundida com chuvisco.

    NEVOEIRO - Massa de minúsculas mas visíveis gotículas de água suspensas na atmosfera, próximas ou junto à superfície da Terra, que reduzem a visibilidade horizontal para menos de mil metros. É formada quando a temperatura e o ponto de condensação do ar se tornam os mesmos - ou quase os mesmos - e suficientes núcleos de condensação estão presentes.

    NUBLADO - Céu encoberto por oito oitavos de camada de nuvem. O conceito parte da divisão da abóbada celeste em oito oitavos. O cálculo é baseado na soma de todas as nuvens daquela camada específica.

    NUVEM - Um conjunto visível de partículas minúsculas de matéria, como gotículas de água ou cristais de gelo no ar. Uma nuvem se forma na atmosfera por causa da condensação do vapor de água. Núcleos de condensação, como na fumaça ou nas partículas de poeira, formam uma superfície na qual o vapor de água pode condensar.
    O

    ORVALHO - Condensação na forma de pequenas gotas de água que se formam na grama e em outros objectos pequenos perto do chão, geralmente durante a noite, quando a temperatura cai até o ponto de condensação.
    P

    PONTO DE ORVALHO - A temperatura na qual o ar deve ser arrefecido a uma pressão constante para ser saturado.

    PRECIPITAÇÃO - A acção dos raios solares e do vento sobre as águas da superfície terrestre provoca o fenómeno da evaporação, que é a passagem da água do estado líquido para o estado de vapor. Devido a evaporação uma quantidade enorme de gotículas de água fica em suspensão na atmosfera, gotículas de água concentram-se, formando nuvens. Ao arrefecer, a água das nuvens precipita, em forma de chuva, por isso a chuva é um tipo de precipitação pluvial. A quantidade de chuva que cai num lugar, num certo tempo é medida pelo udómetro e registrada pelo udógrafo. Considera-se Precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens, alcançando o solo.

    PRECIPITAÇÃO DE NEVE - Precipitação típica do Inverno, que se manifesta com a queda de pequenas pedras ou bolas de gelo que se desfazem quando caem no solo ou em qualquer outra superfície dura.

    PRECIPITAÇÃO REPENTINA - Precipitação que parte de uma nuvem conectiva, caracterizada por um começo e um fim súbitos, e por mudanças intensas e bruscas no aspecto do céu. Acontece na forma de chuva (SHRA), neve (SHSN), ou gelo (SHPE).

    PRESSÃO - É a força por unidade de área causada pelo peso da atmosfera sobre um ponto, ou sobre a superfície da Terra. Também conhecida como pressão atmosférica ou pressão barométrica.

    PRESSÃO ATMOSFÉRICA - Pressão exercida pela atmosfera sobre qualquer superfície, em virtude de seu peso. Equivale ao peso de uma coluna de ar de corte transversal unitário, que se estende desde um determinado nível até o limite superior da atmosfera. A sua medida pode ser expressa em milibares, em polegadas ou em milímetros de mercúrio (hg). É também conhecida como pressão barométrica. A pressão atmosférica varia de lugar para lugar. Essa variação é causada pela altitude e principalmente pela temperatura.
    PRESSÃO BAROMÉTRICA - Pressão exercida pela atmosfera sobre um determinado ponto. A sua medida pode ser expressada em milibares, ou em polegadas ou milímetros de mercúrio (hg).
    R

    RADIAÇÃO - Processo pelo qual a energia é propagada em qualquer meio através do movimento da onda daquele meio. Radiação electromagnética é a que emite calor e luz, que também são formas de radiação. Ondas de som também são radiações.

    RAIO - Descarga súbita e visível de electricidade produzida em resposta à intensificação da actividade eléctrica existente entre: 1) nuvem e solo; 2) entre duas ou mais nuvens; 3) dentro de uma única nuvem, ou 4) entre uma nuvem e a atmosfera. Para um exemplo, veja descarga eléctrica esférica.

    RAJADA DE VENTO - Aumento repentino da velocidade do vento em poucos minutos, causados pela turbulência. Por diversas razões , a velocidade do vento em algumas ocasiões torna-se extremamente variável. É um dos fenómenos meteorológicos que causa mais destruição.

    RELÂMPAGO - É a manifestação luminosa que acompanha as descargas eléctricas naturais verificadas entre duas nuvens, entre uma nuvem e o solo, entre partes de uma mesma nuvem ou entre uma nuvem e o ar límpido
    S

    SARAIVA - Precipitação de glóbulos ou pedaços de gelo com diâmetro variando entre 5 a 50 mm ou mais, isolados ou aglomerados em blocos maiores e irregulares. Os glóbulos são compostos quase que exclusivamente por uma série de camadas transparentes, alternando com camadas translúcidas.

    SECA - Clima excessivamente seco numa região específica. Deve ser suficientemente prolongado para que a falta de água cause sério desequilíbrio hidrológico.

    SERENO - Precipitação proveniente de céu sem nuvens, assemelhando-se a uma chuva muito fina, de curta duração. Pode também ser constituído por gotas maiores porém bastante espaçadas.

    SISTEMA DE ALTA PRESSÃO - Área de máxima pressão atmosférica relativa, com ventos divergentes que se deslocam numa rotação oposta à rotação da Terra. Movem-se no sentido horário no Hemisfério Norte e no sentido anti-horário no Hemisfério Sul. Também conhecida como anticiclone, é o oposto de uma área de baixa pressão atmosférica, ou ciclone.

    SISTEMA DE BAIXA PRESSÃO - Área de mínima pressão relativa do ar e de ventos convergentes, que circulam na mesma direcção da rotação da Terra no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul. Também conhecido como ciclone, é o oposto de uma área de alta pressão, ou anticiclone.
    T

    TEMPERATURA - É a quantidade de calor que existe no ar. Ela é medida pelo termómetro meteorológico, que é diferente do termómetro clínico. A diferença entre a maior e a menor temperatura chama-se amplitude térmica.

    TEMPERATURA MÁXIMA ABSOLUTA MENSAL - A mais alta das temperaturas máximas mensais observadas num dado mês, durante um número determinado de anos.

    TEMPERATURA MÍNIMA ABSOLUTA MENSAL - A mais baixa das temperaturas mínimas mensais observadas num dado mês, durante um número determinado de anos.

    TEMPERATURA MÉDIA - Média da leitura de temperaturas verificada num período específico de tempo. Frequentemente a média entre temperaturas máxima e mínima.

    TEMPO - Condições da atmosfera por um determinado período, considerando a maneira como o tempo afecta a vida e as actividades do ser humano. São as variações de curto prazo da atmosfera, opostas às mudanças de longo prazo ou climáticas. Refere-se frequentemente à luminosidade ou nebulosidade do dia, humidade, precipitação, temperatura, visibilidade e vento.

    TROMBA - Fenómeno que consiste num turbilhão de vento, quase sempre intenso, que se manifesta por uma coluna de nuvens ou por uma formação semelhante a um funil, partindo da base de um Cúmulos-nimbos. A coluna ou funil recebe normalmente a designação de "tuba" é geralmente inclinada e, por vezes, sinuosa. O turbilhão do vento na tuba tem a mais concentrada violência conhecida, podendo, por vezes, causar devastações num percurso de centena de quilómetros.

    TROVÃO - É a manifestação audível que acompanha as descargas eléctricas. Quando a descarga é próxima, o trovão é ouvido como um estrondo violento, breve e seco; quando longe, é um ri bombo demorado e estrondo prolongado que ora se enfraquece, ora se intensifica.

    TROVOADA - Uma série de relâmpagos e trovões.

    TUFÃO - Nome atribuído a um ciclone tropical com ventos contínuos de 118 quilómetros por hora, ou mais, e que costuma acontecer no oeste do Oceano Pacífico Norte. Este mesmo ciclone tropical recebe o nome de furacão no leste do Pacífico Norte e no norte do Oceano Atlântico, e é chamado de ciclone no Oceano Índico.
    V

    VAPOR DE ÁGUA - Água em forma gasosa. É um dos componentes mais importantes da atmosfera. Devido ao seu conteúdo molecular, o ar que contém vapor de água é mais claro que o ar seco. Isto contribui para que o ar húmido tenda a se elevar.

    VELOCIDADE DO VENTO - Quantificação do movimento do ar numa unidade de tempo. Pode ser medida de vários modos. Quando está em observação, é medida em nós, ou milhas náuticas por hora. A unidade mais frequentemente adoptada nos Estados Unidos é a de milhas por hora.

    VENTO - Ao deslocamento do ar dá-se o nome de vento. As diferenças de pressão de um local para outro fazem com que o ar esteja sempre em movimento, assim as zonas de baixas pressões atraem zonas de altas pressões, portanto o vento é o ar em movimento. A velocidade do vento é medida pelo anemómetro e registrada pelo anemómetro. O vento flúi, em geral, horizontalmente sobre a superfície da Terra. Quatro características do vento são verificadas: direcção, velocidade, tipo (rajadas e ventanias) e troca de ventos. Ventos de superfície são medidos por cata-ventos e anemómetros, enquanto que os ventos altos são detectados por balões dirigidos, sondas meteorológicas, ou por relatórios feitos de uma aeronave.

    Z

    ZONA ALTA PRESSÃO / ANTICICLONE - Pressão máxima relativa. Área de pressão que diverge os ventos numa rotação oposta à rotação da Terra. Move-se no sentido horário no Hemisfério Norte e no sentido anti-horário no Hemisfério Sul. Também conhecida como zona de alta pressão; é o oposto de uma zona de baixa pressão, ou ciclone.

    ZONA DE BAIXA PRESSÃO / DEPRESSÃO - Região da atmosfera onde a pressão num nível é baixa em relação ao seu contorno no mesmo nível. Está representada, num mapa sinóptico, por uma série de isóbaras a um dado nível, ou de isohipsas a uma dada pressão, as quais rodeiam os valores de baixa relativa da pressão (ou altitude).